Kernel

Para entendermos o conceito de kernel é necessário sabermos o que é um sistema operacional.

Um SO é um software que basicamente tem como objetivo, servir de ligação entre o usuário e a máquina. Suas principais funções nesta interface homem/máquina são:

1-Gerenciar a memória do computador;
2-Gerenciar os arquivos e discos;
3-Gerenciar os dispositivos de entrada e saída;
4-Gerenciar os programas em execução.

No Linux, o sistema operacional como um todo é composto do kernel , um conjunto de ferramentas e aplicativos GNU.
Vamos descrever o que são as ferramentas GNU adiante, no momento manteremos o foco no famigerado kernel.
Quando Torvalds anunciou o Linux, na verdade ele disponibilizou o Kernel do sistema operacional. O kernel é um conjunto de arquivos escritos em linguagens C e assembly que são responsáveis, justamente pelas quatro funções que foram descritas. Basicamente o gerenciamento de vários componentes da máquina. Se utilizarmos apenas o kernel, um sistema não teria muita utilidade para nós usuários mortais, além de efeitos puramente didáticos (assim como o Minix de Tanembaum).

Já foi dito que o sistema operacional é composto do kernel mais um conjunto de ferramentas e aplicativos. Se traduzirmos isto em uma linguagem simplificada, podemos afirmar que o Linux é composto do kernel, uma interface gráfica (por exemplo, o KDE) e aplicativos, como open office, Firefox, gimp entre outros.

Se pudéssemos fazer um comparativo, seria como dizermos que o Photoshop é parte do sistema operacional Windows, o que sabemos ser uma afirmação totalmente equivocada. O Windows possui um kernel e um ambiente gráfico que compõe o sistema operacional. Vários aplicativos, de diferentes fabricantes, são compatíveis para rodar em seu ambiente, o Photoshop é um desses.

Qualquer usuário poderá baixar uma versão atual do kernel em sites especializados. “Se você quiser entender melhor, baixe o arquivo de extensão “.c” e o abra em um editor de linguagem C. Sua compreensão sobre o kernel aumentará consideravelmente.

Mas e a outra sigla, o tal do GNU?

Um projeto criado por Richard Stallman, em 1983 foi denominado GNU, acrônimo para “GNU IS NOT UNIX”. Stallman tinha a ideia de desenvolver um sistema operacional totalmente livre, na qual o usuário pudesse modificá-lo e distribuí-lo sem qualquer ônus, a mesma concepção de Torvalds. O projeto se arrastou por vários anos sem contar com muito apoio e no ano de 1992 todos os elementos criados estavam prontos, com a exceção de um: o kernel (lembram que falei acima que o kernel sozinho de nada adianta? A recíproca é verdadeira, aplicativos sem um kernel também não servem para nada). A história então favorece Torvalds que um ano anterior, em 91, havia criado o kernel. Stallman teve uma grande e genial ideia, mas sem muito apoio demorou finalizá-la.

Em outubro de 95, Stallman fundou a “FSF” (“Free Software Foundation”), que é uma entidade sem fins lucrativos e defende a utilização de softwares de códigos abertos (open source) em todas as áreas da computação. Em 89 Stallman tem outra ideia e cria a licença GPL (“General Public License”) que é a designação para licença de softwares livres.

Podemos concluir então que o Linux é composto de um kernel e vários aplicativos open source, que formam o sistema operacional.


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