you're reading...
Brasil, Esportes, Política

O fundo do poço não chegou ainda

O Brasil perdeu outra boa oportunidade de realizar profundas mudanças no futebol. Depois da demissão do anão mudo, a CBF anunciou o técnico ex-corintiano, Tite, para o comando. Para os que gostam do esporte, lembro que há alguns anos atrás , antes da copa do mundo no Brasil, o espanhol Guardiola teria declarado que gostaria de treinar nossa seleção. Os mandachuvas da CBF não permitiram na época que isso ocorresse. O resultado todos nós sabemos: uma dupla de ideias e táticas arcaicas, que nos presentearam com um futebol horroroso, de chutões para frente, sem nenhum esquema tático, com jogadores desequilibrados emocionalmente e que culminou de maneira patética: uma sonora goleada frente aos futuros campeões e a maior derrota do futebol brasileiro, os 1 a 7, já ocorrida em copas do mundo (Isso para não lembrar os 0x3 frente à Holanda, equipe da qual tinha já havia disputado duas prorrogações e o time estava um caco). Da derrocada de 2014 para cá, parece que absolutamente, e infelizmente, nenhuma lição foi tirada. Campeonatos estaduais falidos, resultados patéticos, eliminações em competições sul americanas para adversários pífios e a desclassificação no último torneio para o Peru em um grupo que ainda contava com Equador e o Haiti. Não me lembro de nenhum torneio da qual participamos que o Brasil tenha caído na etapa inicial.


Dunga foi demitido e voltamos a cometer mais um equívoco. O alvo escolhido, Tite, teve a faca e o queijo na mão para que tentássemos alguma mudança. O ex-técnico corintiano chegou em 2015 a assinar um manifesto contra a CBF. No documento, vários atletas, técnicos e dirigentes deixavam claro a insatisfação, com os rumos do futebol no Brasil, exigindo mudanças profundas na entidade. Tite poderia ter negado o convite e liderado um movimento para que qualquer técnico escalado para o posto também negasse ao cargo, forçando assim quem sabe alguma mudança. O leitor poderia dizer que mesmo que o gaúcho tomasse essa decisão, alguém em alguma hora aceitaria o desafio. Minha resposta é de que o cidadão que assumisse essa bomba iria ficar minado e queimado em todo o país, e, sobretudo com uma tremenda repsonsabilidade e carga emocional de classificar o Brasil para a copa da Rússia, o que na minha visão hoje é justamente o que nos falta para atingirmos o fundo do poço. Se os grandes nomes recusassem o convite, quem assumiria? Joel Santana ? Geninho ? Candinho ? Até mesmo o ‘profexó’ que andou se oferecendo para clubes recentemente. Duvido que permanecessem um mês à frente do comando, pois não iriam ter paz para trabalhar. Infelizmente Tite preferiu participar do circo, ao ficar de fora, e talvez o tenha feito pelo alto salário ou pela ingenuidade acreditando em falsas promessas. Outro motivo pode ter sido o ego inflado dos nossos treinadores que cada vez mais, consideram-se os melhores do mundo e não admitem estarem atrasadíssimos em relação aos grandes centros do futebol. Sonhar não custa nada, quem dera que Tite tivesse feito um acordo secreto: eu assumo e vocês vão saindo de fininho para não ficar tão feio.


No Rio Zé Ricardo permanece à frente do Mengo, Jorginho no Vasco e Ricardo Gomes no Flu. Em Sampa, Cristovão assumiu o Timão e Bauza o São Paulo. Em Minas o Cruzeiro trouxe o luso Paulo Jorge e o galo mantem Marcelo Oliveira, no Sul o Inter vem de Argel e o Grêmio de Roger, o Coxa vem com Pachequinho e o Vitória da Boa Terra com Mancini. Com esses exemplos, eu realmente quero acreditar que os grandes clubes brasileiros estão optando por soluções novas e mais baratas do que os medalhões que ganham rios de dinheiro e não resolvem nada. Aos mais antigos que ainda resistem em cargos temos Cuca (Palmeiras) que começou em 98, Osvaldo de Oliveira (Sport) em 99, Levir Culpi (86) no Flu e Dorival Júnior (Santos) em 2002. O palmeirense eu ainda o considero um excelente treinador. Enquanto isso o profexó e o fugitivo permanecessem desempregados. Será uma mudança dos tempos nas mentalidades dos dirigentes? Tomara que sim.


No velho continente o assunto do momento é a saída do Reino Britânico da União Européia e a queda no English Team na Eurocopa. Como amante do futebol, eu sempre tive respeito pela real seleção, afinal foram eles os inventores do esporte. Criaram o “foot Ball”, escreveram as regras, táticas e tudo mais em um caderninho, guardaram o original e deixaram uma cópia em cima da mesa. Algum dia um brasileiro roubou a cópia do caderno. Fomos então roubados pelos Uruguaios e Argentinos. Na Europa os italianos também conseguiram sua cópia, junto com alemães, espanhóis entre outros. Em todos os países ocorreram evoluções nos respectivos caderninhos, mas ao que parece os inventores esqueceram-se deste detalhe. O mais curioso é que os ingleses parecem não se importarem com as tragédias futebolísticas de sua seleção. Parece estarem mais preocupados com a “Premier League”. O time só possui um grande título em seu currículo, a copa do mundo disputada em casa no longínquo ano de 1966. Nenhum título na eurocopa, nem copa das confederações e três medalhas de ouro em olimpíadas nos anos de 1900, 1908 e 1912, que convenhamos pela época não vale nada. Eu considero que a imprensa tem parte em culpa pela coleção de fracassos ao supervalorizar jogadores medianos. Os repórteres britânicos elegem vários jogadores como craques do futebol bretão: Frank Lampard, Steven Gerard (a gente até enche a boca para pronunciar esse), David Beckham entre outros. Essa turma de bonito só tem mesmo o nome. Pois este blogueiro nunca, em nenhum momento assistiu a um jogo do english team que os citados acima acabassem com uma partida, levando sua seleção à vitória. Jogavam muito bem em seus clubes, mas nunca na seleção. Um bom exemplo, atual, do que descrevo é Wayne Rooney. A melhor Inglaterra que vi jogar, ao contrario de muitos que consideram seleções mais recentes, foi a da copa da Itália. Ali sim existia um craque chamado Garry Lineker que decidia as partidas. Chris Waddle um meio campo extremamente habilidoso com um jeito bem sul americano de jogar e ainda tínhamos Paul Gaiscone, o Gazza, em excelente fase junto com David Platt. Na zaga Dês Walker. Pearce e Parker seguravam a barra frente ao lendário Peter Shilton. Os ingleses foram eliminados, na semifinal, nos pênaltis frente aos alemães e amargariam um quarto lugar. Nunca, antes e nem depois, eu vi uma seleção inglesa daquele nível.


E não é que os argentinos caíram de novo frente aos chilenos? Eu não tenho problemas com o futebol portenho, doença da qual inúmeros torcedores brasileiros são infectados, como admiro os hermanos. A Argentina tem fabricado mais craques ultimamente que o Brasil e me causa certo incomodo em ver o grande Leo Messi chorando pela perda de mais um título, afinal ninguém mais do que ele merecia um título para calar a boca dos seus críticos. Deixando de lado a rivalidade, um vídeo muito engraçado tem circulado na rede, na qual alguns jovens portenhos colocam uma webcam em cima da televisão e acompanham a derrocada da albiceleste. Não creio que Messi irá abandonar a seleção como o mesmo prometeu após mais um vice-campeonato. A dor do momento e o peso de mais uma derrota com certeza pesaram na declaração do astro argentino. O mundo torce para que Leo reconsidere sua decisão e possamos assisti-lo em 2018 na Rússia, para o bom do futebol.


Sábado começam as quartas de finais da Eurocopa. Fica complicado dar algum palpite depois da Islândia atropelar a Inglaterra. Se tivesse que falar algo, eu diria que a Bélgica e a França passam com tranquilidade em seus confrontos. Polônia x Portugal é um mistério profundo indecifrável. Já o clássico Itália x Alemanha fica sem dicas também, já que tudo pode acontecer. Atualmente os alemães possuem muito mais time, mas é bom lembrar das dificuldades que os chucrutes passam quando enfrentam os pizzaiolos.

O texto acima foi descrito na quinta-feira, quando este blogueiro imaginava que os confrontos seriam todos no final de semana. Pois as minhas opiniões caíram por água abaixo. O que me chama mais atenção no momento é a medíocre seleção de Portugal que até o momento não ganhou nenhuma partida no tempo normal, tendo apenas empates e derrotas e aos trancos e barrancos consegue chegar a mais uma semifinal. Errei feio no confronto entre belgas e galeses. Considero que o grande mal dos belgas é a falta de um técnico a altura no comando de sua seleção. Marc Wimolts não é um treinador de ponta, nunca dirigiu um time de primeira linha no continente europeu e parece não conseguir tirar todo o futebol que seus comandados nitidamente possuem. Apenas para citar exemplos, o talentoso Hazard não jogou absolutamente nada durante os jogos. O time é excelente mas penso que precisaria de um técnico mais experiente no banco. É inadmissível uma seleção que é a segunda do ranking, ser eliminada com 3 gols frente a uma seleção de terceiro ou quarto escalão da europa. No confronto de campeões mundiais a Alemanha levou a melhor nos pênaltis sobre os italianos. A Itália apresentou sua pior seleção das últimas décadas mas ofereceu resistência aos atuas campeões mundiais. Antonio Conte é um técnico relativamente novo que ainda precisa de muita bagagem para se tornar um dos principais nomes do velho continente. O italiano errou feio, em minha opinião, ao realizar uma substituição aos quinze minutos da prorrogação, colocando Zaza apenas para bater o pênalti. O ataque italiano é muito ruim e a dupla Eder e Pellé em nada lembram os grandes atacantes da azurra. O juventino Zaza já deveria ter entrado do decorrer do jogo. Trata-se de um atacante pesadão que arrisca muito os chutes de fora da área, coisa que em nenhum momento a dupla em campo tentou. O resultado não poderia ser outro, um atleta que entrou frio e o seu primeiro toque na bola foi justamente o pênalti, uma fórmula que obviamente não teria como dar certo, embora muito pior tenha sido a péssima e displicente cobrança do Edson Arantes italiano. Os alemães são melhores e os considero favoritos a conquista da taça, embora jogar contra os donos da casa com a torcida contra e um time que tem bons jogadores seja uma tarefa complicada. Do outro lado não há favoritos, embora torça muito para que Gales seja a Grécia de 2016.


TROFÉU VAI TOMAR UM UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU
96% do capital da grande empresa era fruto de dinheiro público desviado, segundo as investigações da polícia federal. Brasil-sil-sil-sil-sil.

Anúncios

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Idiomas

Últimos Artigos

%d blogueiros gostam disto: