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Brasil, Esportes, Mundo

De Chicó a “Ronaldo fenômeno”



Um grande comentarista esportivo “pegou” meu pensamento emprestado. Nossa diferença é que ele através da televisão atinge milhões de espectadores e meu blog possui no máximo “dois” leitores fieis. O tema é o debate e as ideias sobre as mudanças que devem acontecer no futebol brasileiro, sobretudo depois do fracasso na copa. Leis de responsabilidade fiscal, mudança de toda a comissão técnica no comando da seleção (o que já ocorreu), demissão do presidente da CBF com novas eleições onde ex-atletas deveriam concorrer (Raí, Zico, Leonardo, Gerson, Rivelino entre outros foram alguns dos nomes citados), investimentos na base dos clubes, diminuição da liberdade que empresários possuem em diversas agremiações entre várias outras ideias. Todas elas muito boas, interessantes e que deveriam ser postas em prática. Porém em todas estas colocações, no calor da discussão e em um momento que somos impulsionados pela emoção, esquecemo-nos de um pequeno detalhe: De nada adianta essa lista de possíveis soluções se não mudarmos nossa mentalidade. Na Espanha, o ex-presidente do Barcelona esta sendo investigado por irregularidades e caso haja comprovação de culpabilidade, o dirigente será preso. Alguém acha que isso aconteceria no Brasil? Alguém acha que torcedores não irão invadir o campo em caso de uma grande vitória ou um rebaixamento, assim como ocorreu nas cenas lamentáveis de selvageria quando o Coritiba caiu há poucos anos atrás? Enquanto não mudarmos a nossa mentalidade e nossas leis arcaicas do sistema judiciário, nada adiantarão revoluções em nossos esportes, seja no futebol, seja na sociedade ou qualquer outra entidade nacional. Dirigentes corruptos continuarão a existir e utilizar clubes para engordarem suas contas em benefício próprio. Ainda nem temos a capacidade de colocar políticos corruptos ou assassinos atrás das grandes, o que dirá dirigentes de futebol.


A escolha de Dunga para novo técnico já começou de maneira equivocada. Não entendi, assim como muita gente, a nomeação de Gilmar Rinaldi para o cargo de coordenador geral da seleção. O ex-goleiro até poderia ser um nome acima de qualquer suspeita, mas tem em seu caminho o fato de ser (ou ter sido) empresário de jogadores. Faltou bom senso aos dirigentes da CBF, quando poderiam ter colocado um nome de peso, de mais respeito e de credibilidade. Tantos poderiam exercer o cargo, apenas para lembrar um nome: Falcão. Outro nome difícil de entender foi o de Alexandre Gallo como coordenador de base da seleção. O que foi que Gallo já ganhou como técnico? Qual a experiência do mesmo como técnico em clubes e principalmente em grandes equipes?


Na semana em que este blogueiro escrevia este conteúdo, novas notícias surgiram no cenário esportivo. Elas apenas vieram reforçar o que está descrito na primeira parte deste texto. Em entrevista ao programa Bola na Mesa, exibido pela ESPN, o presidente do Botafogo admitiu em alto e bom tom que o clube deixou de pagar impostos durante 8 meses. Será que realmente foram 8 meses ou o mesmo ainda esconde algo bem maior por debaixo dos panos? Esses impostos decorreram da folha salarial dos jogadores alvinegros e se não foram recolhidos alguém ficou com esse dinheiro, conclusão: apropriação indébita, o que representa um crime. Eis que no dia em que completamos um mês da lavada perpetrada pelos alemães em gramados mineiros, uma nova bomba cai na imprensa. O Corinthians cometeu o mesmo crime durante 5 anos, na qual envolveram as gestões de Alberto Dualib, Andrés Sanchez e o atual presidente Mario Gobbi. Não custa lembrar que no Rio já tivemos a figura nefasta de Edmundo Santos Silva. Vejam bem, estou citando apenas casos conhecidos e comprovados, ou seja, o que sabemos é apenas a ponta do iceberg. A grande questão a ser facilmente respondida a essa altura é: Esses dirigentes que cometeram esses crimes irão para a cadeia? O ex-rubro negro esta impune até hoje. Não duvide se os mesmos continuarem a frente de seus clubes e ainda forem reeleitos, isso é Brasil. É impossível querer moralizar o futebol ou qualquer outra entidade se não começarmos pela sociedade , pela nossa mentalidade e com mudanças radicais em nossas leis.


Que cenas horríveis perpetradas no oriente médio, principalmente nas últimas semanas. Não sou historiador e nem vou entrar em polêmicas. Enquanto a política do ódio mutua seguir, a paz naquela região será uma utopia longínqua. Vamos ter que assistir terroristas atacando terroristas durante vários anos pela frente, tendo crianças como as principais vítimas dessa insanidade.


O garoto atacado por um tigre no zoológico de Cascavel (PR), felizmente não pagou com sua vida a ignorância do pai. A situação ocorrida nada mais é do que um reflexo da nossa sociedade, onde leis e regras servem apenas como enfeites e o famoso jeitinho brasileiro é sempre preferido para se alcançar vantagens. É quase certa a existência de uma placa no local avisando para não pular a cerca, mas o pai em sua completa imbecilidade, que é capaz de burlar qualquer coisa pela felicidade momentânea do filho (tomara que esse menino não siga esse lado paterno) não pensa e não mede as consequências para tal ato. Condená-lo não seria justo, ele já recebeu a sua sentença em ter que conviver pelo resto de sua vida com seu filho amado, vendo a mutilação no menino causada pela sua omissão. Todos os dia em que esse pai olhar para o seu filho ele saberá responder quem foi o único (i) responsável pelo acidente que quase custou a vida do seu bem mais precioso. Lembro-me no começo da copa do mundo (esta comentado neste blog), durante um treino da seleção em Teresópolis um pai todo orgulhoso dando entrevistas a uma rede de televisão, porque simplesmente ajudou ao filho invadir o gramado para tirar fotos com o escrete canarinho. O pior de tudo foi ter que ler os comentários de leitores, nas mídias eletrônicas, pedindo o sacrifício do pobre animal.


O Brasil ficou mais pobre. Dois gênios nos deixaram nas últimas semanas. O paraibano Ariano Suassuna, o homem da nossa cultura, que contava o nordeste tão bem em suas histórias e tinha uma franqueza excepcional, muitas vezes beirando o esculacho. O outro foi o Ronaldo que o Brasil deveria aplaudir de pé, esse sim poderíamos chamá-lo de fenômeno. O carioca Ronaldo Mourão, astrônomo, nos deixou no último dia 25 vitimado por um AVC. As duas estrelas certamente deixarão nossas noites de escuridão mais iluminadas.


TROFÉU VAI TOMAR UM UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU
A eleição no Vasco mais uma vez foi adiada. Manobras políticas no clube perpetradas por um velho conhecido da torcida cruzmaltina. E ainda perguntam por que apanhamos de 7 para os alemães.

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