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Brasil, Esportes, Mundo

Amor e ódio: a segunda opção é a mais fácil



Na semana passada tive a rara oportunidade de assistir um filme em DVD, coisa que ultimamente não me tem sido possível. O filme é baseado em fatos verídicos ocorridos durante a segunda guerra mundial. Na manhã de 16 de julho de 1942, forças nazistas ocupam as colinas de Montmartre, na Paris ocupada. Os habitantes locais, a maioria judeus, são vítimas de um acordo entre o governo colaboracionista francês e o regime de Hitler. Mais de 14 mil seres humanos são levados ao velódromo D’Hiver onde ficam acomodados durante horas, sem água, comida, condições de higiene em um ambiente sem ventilação adequada e um calor insuportável. Entre os prisioneiros, milhares de crianças. Do velódromo aquela multidão é enviada ao campo de concentração de Beaune-La-Rolande, Loiret. O dia a dia no campo e as dificuldades em um lugar infestado de doenças são narrados sobre várias óticas. A jornada acaba com a separação das famílias e um trem lotado de crianças que ruma para Auschwitz. Eu raramente faço comentários sobre filmes neste blog, porém um detalhe me compeliu a escrever sobre tal questão.


Poucos dias após assistir “amor e ódio” (La rafle), deparei-me com um título de uma matéria que me chamou atenção. Uma organização denominada “Breaking the silence” (quebrando o silêncio) resolveu abrir a boca. O grupo é formado por ex-oficiais e soldados do exército israelense que tem se dedicado a divulgar as humilhações e a violência que os palestinos, inclusive crianças, tem sido expostas pelos israelenses. Os depoimentos são referentes a operações durante o período de 2005 a 2011. Mas o que essas operações teriam a ver com o filme que descrevi? Os prisioneiros, todos na faixa de 15 aos 50 anos, são levados para uma escola (velódromo?) e lá permanecem algemados durante horas, adivinhe como? Sem água, comida e sob um sol escaldante. Os relatos são fortes, um jovem se urina nas calças e outro que solicita permissão para ir ao banheiro é espancado ainda no chão por soldados israelenses. Abaixo o leitor poderá ler alguns relatos da reportagem, os créditos estão no fim do blog.


A imagem de crianças espancadas, feridas por tiros de bala de borracha e de pólvora, humilhadas e apavoradas, marcou muitos dos militares envolvidos nas ações e hoje, eles decidiram relatar a indiferença adquirida dentro do Exército. “Ele cagou nas calças, eu escutei, presenciei a humilhação. Eu também senti o cheiro. Mas, eu não me importava”, lembra um ex-sargento sobre a detenção de uma criança.

“O que nós fazíamos não era nada em comparação com o que eles faziam”, conta um militar, em referência ao batalhão de patrulha das fronteiras. “Eles não davam a mínima. Saíam quebrando o joelho das pessoas como se não fosse nada. Sem piedade”, lembra, indignado.

“Você nunca sabe os seus nomes, você nunca fala com eles, eles sempre choram, cagam em suas próprias calças … Há aqueles momentos incômodos, quando você está em uma missão de prisão, e não há espaço na delegacia de polícia, então você pega a criança de volta, coloca uma venda nela, joga ela em uma sala e espera a polícia para vir buscá-lo na parte da manhã. Ele fica ali como um cachorro”, descreve um ex-militar.


O Brasil realizou um amistoso contra a toda poderosa África do Sul, no futebol mesmo e não no rugby, e conseguiu uma expressiva vitória pela contagem mínima. O time não tem padrão, não tem titular certo, Mano parece cada vez mais perdido e fica mais evidente que o técnico não é a pessoa indicada para dirigir o time em uma copa do mundo, sobretudo no Brasil. Para completar a situação Mano parece agora jogar contra o patrimônio. A substituição de Neymar, aos 44 minutos do segundo tempo, foi uma clara demonstração de queimar o santista. A torcida participou do script e fez o seu papel: o atacante saiu vaiado e ainda ouviu o elogio de “pipoqueiro”. Mas o melhor de tudo será o próximo adversário da seleção penta: a China, que deve atuar sem seu craque Dario Conca.


O Brasil é líder no ranking mundial no consumo de crack. A pesquisa foi realizada pela Universidade federal de São Paulo. De acordo com o relatório o país representa uma fatia de 20% do consumo da droga. No quesito cocaína, os tupiniquins ocupam a segunda posição. Enquanto famílias são destruídas, jovens perdem suas vidas diretamente ou indiretamente devido a este mal, os políticos parecem não estar nada preocupados em investir no combate. O mais importante é dinheiro na cueca e nas meias.


A barca rubro negra continua navegando sem rumo e sem comando. O time se aproxima da zona da degola perigosamente e o que é pior, os próximos adversários serão dois ossos duros de roer: o Santos na vila e o galo no Rio. Enquanto o clube se enterra no fundo do poço, a presidente Patrícia Amorim e o ex-mandatário Márcio Braga batem boca através do blog de um conhecido jornalista carioca. Para completar a bagunça, a ESPN descobriu através de uma reportagem, que a vereadora Patrícia estaria utilizando parentes e funcionários do próprio clube como assessores na câmara. Se o Brasil fosse uma país sério, a impugnação da candidatura da vereadora para reeleição, já estaria definida.


Tudo bem que no Brasil os recursos para esportes são fracos, sabemos que atletas não têm apoio, patrocínio ou qualquer tipo de ajuda. Quanto as dificuldades enfrentadas por falta de espaço físico, para a prática dos esportes ou até a falta de tradição em outras modalidades podem ser encaradas como fatores que influenciam nas suas performances. Mas o que eu gostaria de entender, ou alguém soubesse me explicar é: como os atletas paraolímpicos, que com certeza devem enfrentar as dificuldades descritas acima, elevada a milésima potência, conseguiram muito mais sucesso em Londres? O Brasil  ficou na sétima posição e consegui nada menos do que 20 medalhas de ouro para o país. Até na esgrima ganhamos ouro. Essa turma deveria ser recebida aqui com muita festa, homenagens e direito a desfile em carro aberto. Parabéns a todos os atletas que competiram em Londres, nos estamos muito orgulhosos de vocês


TROFÉU VAI TOMAR UM UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

Adriano mais uma vez faltou aos treinos para tomar uma cervejinha com a rapaziada. Decididamente o rapaz não tem mais jeito, se alguém ainda acreditava no imperador desta vez as duvidas sanaram.

FONTE: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/23946/ex-soldados+israelenses+revelam+rotina+de+humilhacao+e+violencia+contra+criancas+palestinas.shtml

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