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Esportes

30 anos do melhor futebol do mundo



Na terça-feira dia 13 a grande nação rubro negra comemorou o aniversário de trinta anos da maior conquista do clube. O Flamengo deu uma verdadeira aula de futebol nos ingleses do Liverpool, que entraram em campo rindo dos brasileiros. O jogo foi tão desequilibrado que o time carioca resolveu a peleja ainda no primeiro tempo, ao meter 3×0 nos então invencíveis diabos vermelhos.


Na época então com 13 anos, este blogueiro sentiu de perto o calor e todo clima para aquela madrugada fantástica. A preparação para o dia mais importante da história do Flamengo começou logo depois da conquista das Américas. Os jornais davam grande ênfase, pois o último grande triunfo brasileiro havia sido com o Santos de Pelé, no ano de 63. Dezoito anos depois um clube nacional voltava a ter reais chances de conquistar o mundo. Não dava para esconder um clima de “já ganhou” entre os torcedores, aliás, era a única coisa que poderia derrotar aquele esquadrão. O time era muito bom mesmo, tudo o que for escrito na imprensa é pouco diante de ver aqueles onze fantásticos jogadores em campo.


Além dos onze titulares e os reservas, o Mengo contava com uma comissão técnica de fazer inveja. A união era um ponto forte, os protagonistas eram uma verdadeira família. No campo dava prazer em ver aquele time. O galinho Zico comandava o esquadrão, Nunes ou João Danado, não era nenhum craque, mas era matador como se dizia na gíria do futebol. A turma de trás era de dar inveja a qualquer clube do planeta. Raul Plasman o goleiro, ex-cruzeirense, era uma segurança no gol. Na zaga Mozer era um excelente zagueiro, alto com boa colocação e era auxiliado hora por Marinho e hora por Figueiredo. Nas laterais simplesmente Júnior e um rapaz chamado Leandro, que foi em minha opinião o melhor lateral do mundo até os dias atuais. Juntava-se ainda Adílio, Andrade, Lico e Tita.


Naquele longínquo 81, o carnaval carioca havia sido vencido por uma nova escola no hall das campeãs. A Imperatriz levou para a avenida uma homenagem a Lamartine Babo, por sinal o autor dos hinos de futebol dos grandes do Rio. Mas o samba cantado pelo esquadrão rubro negro foi o da Portela, que acabou se tornando o hino oficial das comemorações daquele ano. E lá vou eu pela imensidão do mar.


O Flamengo em pouco mais de um mês fez uma campanha invejável. O esquadrão meteu 6×0 no Botafogo, vingando o clube da derrota nos anos setenta pelo mesmo placar. Pouco tempo depois era campeão das Américas frente ao covarde Cobreloa e na semana seguinte, antes do embarque meteu 2×1 no Vasco conquistando o estadual. Depois desses três jogos nenhum torcedor imaginaria outro resultado que não fosse o título em Tóquio.


A madrugada de 13 de dezembro virou um carnaval nas ruas do Rio, com ruas lotadas de torcedores fazendo a festa e comemorando a conquista inédita.


Posse de bola: Barcelona 80%, Rafael 15%, Gandulas 4% e Santos 1%. Exatos trinta anos depois da conquista rubro negra, o jogo mais fácil da final do mundial que era do Mengo mudou de dono. O Santos tomou um chocolate do Barcelona que decidiu o jogo ainda no primeiro tempo. A equipe de Muricy tem muito o que rezar e agradecer em não ter saído de Yokohama com 7 ou 8 a zero no placar.


Um bom natal a todos e um 2012 cheio de conquistas e vitórias para todos nós. Há é claro e que os Maias errem em suas previsões para dezembro.


TROFÉU VAI TOMAR UM UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

E Adriano mais uma vez vira notícia nas manchetes de polícia.

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