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Brasil, Política

Eterna gratidão



Belíssimo texto do jornalista Juca Kfouri em seu blog, da qual reproduzo na integra abaixo:


Provavelmente não estaria vivo se Joaquim Câmara Ferreira não tivesse me liberado de um compromisso. Ele já era o número 1 da Ação Libertadora Nacional (ALN), depois da morte de Carlos Marighela, quando fui convidado para trabalhar na Editora Abril, em 1970.

Então, fazia Ciências Sociais na USP e me preparava para entrar no CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva), no qual me alistei como voluntário na arma da Infantaria para “aprender a ser guerrilheiro”, ingenuidade que a indignação diante da ditadura brasileira levou muitos jovens a cometer.

Ele, o “Velho”, o “Comandante Toledo”, é que tinha me convencido nas vezes em que o servi como motorista ou em que fui levar mantimentos em seu esconderijo –  e tínhamos longas e inesquecíveis conversas sobre tudo. Ao surgir o convite profissional, o procurei para me aconselhar e ouvi dele que “não deveria querer resolver os problemas dos outros antes de resolver os meus”.

E me liberou do trato, certamente por saber que a ALN estava por um fio e que não compensaria sacrificar mais um jovem. Consegui, depois de muitas idas e vindas, a liberação do Exército. E aqui estou. Unido às homenagens que serão prestadas a este grande brasileiro por quem tenho eterna gratidão.

FONTE:http://blogdojuca.uol.com.br/2010/10/eterna-gratidao/comment-page-11/#comments

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